Estação do Desengano em Barão de Juparanã

O nome surgiu da pendência existente entre os barões de Juparanã, Manuel Jacintho Nogueira da Gama e de Vassouras, Francisco José Teixeira Leite disputando cada qual o percurso a ser adotado pela antiga Estrada de Ferro D. Pedro II, pelos seus municípios.  “Podiam os vassourenses ficar desenganados do seu projeto, vendo passar longe da sede do seu município a bitola larga da atual Central do Brasil”…) [1]. Também pode ter surgido por conta de um sítio chamado “Desengano Feliz” que existia na localidade.

A Estação do Desengano, posteriormente Estação de Barão de Juparanã, é uma das mais antigas do Rio de Janeiro. Foi inaugurada com grande pompa pelo próprio imperador Dom Pedro II, em 17 de dezembro de 1865 no distrito de Valença.

Segundo descrição de documento do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), o edifício possui características ecléticas, de planta retangular, em três módulos. Os módulos das extremidades têm dois pavimentos e o central é térreo, com uma torre que possui relógios em duas faces. O módulo central é coberto por telhado de duas águas em telhas de barro tipo marselha, o qual se estende na fachada voltada para a praça, sustentado por pilares de ferro, para proteger a entrada da estação. Era usado como galpão, tendo três grandes portas de duas folhas com vergas em arco abatido. Esses vãos têm esquadrias de madeira e são emoldurados em argamassa. A plataforma é coberta por telhas de barro tipo Marselha, sustentadas por mãos francesas de ferro. Há uma passagem subterrânea passando por baixo da linha férrea interligando os dois lados da estação.

A Estação foi reformada recentemente com recursos do Prodetur (Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo) em parceria que envolve o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O convênio foi assinado em 2013. A inauguração que marcou a conclusão da obra ocorreu em 18 de dezembro de 2015.

O Prédio pertence atualmente à Prefeitura Municipal de Valença.

[1] Iório Leoni. Valença de Ontem e de hoje: 1789 – 1952. Companhia Dias Cardoso. Juiz de Fora – MG. 1952, p. 256-257.

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José Luiz Júnior
Jornalista, bacharel em turismo, produtor cultural e livreiro. É fundador e editor da Revista Vale do Café.

1 Comment on "Estação do Desengano em Barão de Juparanã"

  1. Essas estações são relíquias que devem ser preservadas e aproveitadas como espaços de cultura, atrair visitantes. Infelizmente não é o que vemos. Muitas prefeituras não cuidam sequer das estações rodoviárias. A de Valença está em péssimo estado. Importante termos matérias como essa para dar visibilidade ao patrimônio histórico. Abçs.

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