(Foto: Igor Alecsander)

Jovem valenciano é exemplo de superação e força de vontade

O jovem atleta paralímpico valenciano Luiz Cláudio de Souza, 25 anos, está bem acostumado a superar dificuldades ao longo de sua vida. Ele nasceu com paralisia cerebral, uma condição que entre várias sequelas causa também de um modo geral a redução da mobilidade. Ele tem também uma hemiparesia, que lhe causa redução muscular e um déficit motor e de força do lado esquerdo do corpo. Mas segundo ele mesmo, dentro das limitações, tem uma vida completamente normal.

Luiz começou a prática de esportes muito cedo, entre 9 e 10 anos de idade, aconselhado por seus médicos. Mas enfatiza que sempre foi competitivo por natureza. Ele hoje treina no Clube Coroados em Valença.

O atleta sempre recebeu  incentivo da família e dos amigos, mas uma pessoa em especial colaborou muito na sua caminhada. O técnico Guga Galdino que o acompanha desde 2009 – agora não mais como técnico. De acordo com Luiz, Galdino não foi simplesmente um técnico, foi um pai. Foi ele um dos grandes responsáveis por incentivar o jovem a seguir na natação e ser um atleta paralímpico. Luiz Cláudio hoje é filiado ao CPB, Comitê Paralímpico Brasileiro. O carinho é tanto que mesmo não sendo mais o técnico principal, Guga Galdino acompanha Luiz em algumas competições. O técnico oficial do garoto é João Oliveira.

Luiz Cláudio de Souza no Clube dos Coroados em Valença, RJ. (Foto: Igor Alecsander)

Luiz Cláudio atualmente participa do Circuito Loterias Caixa Brasil Paralímpico em piscina de competições convencionais sem pessoas com necessidade especiais pela FARJ. Participa também de etapas de provas em águas abertas “Rei e Rainha do Mar”. Em 2016, obteve o primeiro lugar na competição da FARJ em Valença. Para ele não faz muita diferença a colocação. “Acredito que competir não é ganhar mas sim se superar.  Na natação embora tenhamos medalha de ouro, prata ou bronze, isso é só um detalhe. O desafio maior não é vencer o outro, mas sim se superar a cada dia nos treinos e ir para competição querendo se superar em cada braçada”, afirmou Luiz.

E para completar as dificuldades, Luiz Cláudio passa por um problema muito comum entre os atletas paralímpicos brasileiros: a falta de incentivos e apoios financeiros. Ele conta somente a ajuda de amigos e pequenas empresas da região, o que infelizmente ainda não é suficiente para bancar todos os custos para manter treinamento, consultas e exames médicos.

Atualmente ele tem apoio da Raíder Academia, Studio de treinamento funcional,  Clínica Vida Plena, Clínica Care Club, Clube dos Coroados Valença, Guga natação, do técnico João Oliveira, da psicopedagoga e psicanalista Andréa Pinheiro. E tem o patrocínio da  ACIVA (Associação Comercial de Valença), Unimed Valença, Hammerherd Sports e Fabíola Molina.

Fotos: Igor Alecsander


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